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quarta-feira, abril 20, 2016

Whatch me Fade Away


Acabou. Totalmente.
Essa duas palavras nunca tinham feito tanto sentido.
No caminho que fiz até em casa, me permiti pensar, ser franca comigo mesmo (como nunca havia sido, por sinal) para colocar um ponto, final de uma vez, por todas nessa história. O meu riso eterno nos lábios deram lugar a uma boca séria, afinal, o assunto não era brincadeira. Venci minha insegurança e te chamei pra um café, mas não foi um simples chamar, foi aquele chamar em que eu nem me dei ao trabalho de me preocupar se estava arrumada ou não, pois já sabia que a sua resposta seria "não vai dar". E eu sabia exatamente como ela viria, acompanhada de uma carinha :/.
E ela veio, da mesma forma que eu esperava.
Eu li, entendi e disse a mim mesma aquelas duas palavrinhas lá do inicio do texto. E, para minha surpresa, eu estava calma. Não tinha raiva, muito menos queria quebrar a cara do primeiro cara que aparecesse na minha frente. Eu apenas havia entendido e decidido, nessa respectiva ordem.
Se alguém me perguntasse se eu queria que desse certo, eu não mentiria, é claro que eu queria, mas acima disso, eu tenho que me preocupar comigo mesma e isso significa o que? Encarar os fatos e ser verdadeira, afinal, todo mundo sabe quando é a hora de tirar o time de campo. sabe porque? Porque eu sinto que me esforço demais, dou demais de mim pra alguém que não se importa se eu estou ali ou não, eu não mereço ficar correndo atras de que não se esforça a tanto. Então não tem motivo para isso, não vale a pena. Eu posso canalizar tudo isso em outras coisas. E é exatamente isso que eu vou fazer.
Ir embora. Sumir. Desaparecer ou qualquer outro sinônimo, afinal, é isso que eu sempre faço. Da minha parte acabou, eu estendo a toalha, não por ser fraca, mas justamente o contrário, por ter a coragem de me levantar da mesa quando o amor não está mais sendo servido. E nem que se, algum dia, por uma insanidade da vida qualquer você, por acaso, resolva tomar o café que eu há tempos sugeri, eu também não irei e por um motivo muito contrário do que você pensa. Não quero me fazer de difícil, de durona, de superior ou devolver na mesma moeda... Não, nenhuma das alternativas anteriores. Eu só estou sendo franca comigo mesma para perceber aquilo que realmente chega para mudar a minha vida, me acrescer de coisas boas e o que não. Eu não posso, jamais, deixar alguém que mal me conhece diga quem eu sou ou qual o meu valor, pois disso, somente eu sei. Então, por isso que eu não irei. Não irei porque não quero mais sua companhia, porque sei que ela não é o suficiente para mim, mas, além de tudo isso, porque eu só dou minha companhia para alguém que me faça sentir melhor do que eu mesma me faço quando estou sozinha.

sexta-feira, abril 01, 2016

Thoughts



Eu não deveria (não mesmo) estar escrevendo esse texto. Deveria estar dormindo, arrumando meu guardarroupa ou até mesmo comendo os restos da ceia de natal, mas não, aqui estou eu, sentada na beira da minha cama, sendo iluminada pela lua e pensando em você.
Na verdade, eu estou pensando no quão rápido isso aconteceu e no quanto eu posso me machucar também.
Sabe, se alguém me perguntasse o que eu sinto, agora, nesse exato momento, eu não saberia explicar, porque nem eu mesma sei e isso me assusta de uma forma gigantesca, quase sufocante. Você não tem ideia! A única coisa que eu posso afirmar é que eu gosto absurdamente disso.
Você se espantaria se eu dissesse que sinto sua falta? Por favor, não diga que não. Isso é estranho demais pra mim! "Isso é loucura!", grito para minha própria mente para, quem sabe, ela não me dê uma solução, mas acho que dessa vez, nem ela vai poder fazer nada...
É quase como instintivamente certo: Eu fecho os olhos e sinto sua presença. Me sinto abraçada, envolta por algo estranhamente familiar e confortável, mas nem isso me impede de sentir um medo enorme de, a cada passo, me afogar nesse abismo agradável.
Olha, vou falar baixinho para que nem eu escute: Acho que estou me apaixonando e não consigo evitar. Grito para minha mente, o mais alto que eu posso, para que ela segure as rédeas, mas parece que até ela se encontra inerte. Como que isso tudo aconteceu? Eu não consigo achar as respostas.
Você entende os meus medos e as minhas frustrações e se admira das minhas cicatrizes. Menina guerreira, você diz e sorri como se se orgulhasse de ver quem eu realmente sou.
Nua. É assim que eu me sinto com você, pois consegue delicadamente me despir das minhas armaduras e me envolver com um simples toque. E eu adoro isso. Gosto de ser decifrada, gosto de alguém que chegue e fale que vai ficar só porque sabe que eu aposto que vá embora.
Eu adoro suas loucuras mesmo que, às vezes, elas sejam infundadas. Já dizia Cazuza: "Acho que sua loucura se parece um pouco com a minha..."
E mesmo com todos os ventos soprando a favor,me desculpe, mas meu medo me impede de continuar. Me impede de aceitar que gosto de você por temer não conseguir sair de mais uma, e você, só pra me torturar, me diz, no fim, que, às vezes, dois corações quebrados se encaixam e se empenham em devolver duas metades perdidas para que juntos possam ser inteiros de novo.

sexta-feira, fevereiro 12, 2016

A Batalha Final



Como a boa calmaria nunca dura para sempre, veio a tempestade. Eu já deveria ter me acostumado com ela e com seus ciclos cada vez mais curtos. E, como todas as outras, essa tempestade veio forte. Derrubou minhas portas, arrancou minhas janelas, dilacerou meu telhado e, em um único golpe, a estrutura da minha casa caiu. Lá estava eu, no meio da tempestade, sozinha, de novo.
Minhas costas já marcadas por tempestades anteriores adquiriam novas marcas de batalha que eu não me orgulhava em exibir.
Eu me encolhi no chão e tentei me proteger mas meu corpo não respondia, já estava cansado demais. Tentei correr mas o vento me derrubava ao chão não importando quantas vezes eu tentava levantar. Tentei buscar abrigo mas minhas só encontravam meus próprios destroços espalhados a minha volta.
Por fim, era só eu e a tempestade. Ela me golpeava sem dó e eu poia sentir o sangue escorrer de minhas costas, o vento a arder meus olhos e minhas mãos a se ferirem buscando se agarrarem em pedras pontiagudas.
Eu sempre soube o que a tempestade queria: Ela queria meu coração. Ela queria o amor que, mesmo após tantas outras, eu ainda cultivava com uma pequena flor em meio ao deserto. Ela queria a única coisa que me fazia diferente dela.
Após todas essas tempestades, eu fui me modificando. A água para regar minha flor já era escassa e as tempestades cada vez mais longas. A flor, antes verdinha, assistia agora, assim como eu, já não conseguia ter mais forças para resistir. Então, eu a arranquei, a coloquei junto ao meu coração e a prometi que ali dentro, mesmo que não comigo, ela floresceria em outra terra, sob outro ar.
Quando, então, a tempestade veio eu os entreguei e chorei, pois era a única coisa que me restava fazer. A florzinha e meu coração foram sugados pela tempestade e se seguiu intensa batalha. A tempestade, após resistir fortemente, se dissipou levando junto a florzinha e meu coração.
Agora, como temia, eu tinha me tornado a própria tempestade.

quinta-feira, junho 04, 2015

Assombros e suspiros


Para ser bem sincera e deixar toda essa palhaçada de lado, eu gostaria de te dizer, hoje, frente a frente, cara a cara que já me cansei.
Já me cansei de mim, cansei de ouvir meus anseios, cansei de sentir dor dentro de mim, bem naquele espacinho que você costumava ocupar. Não aguento mais me ouvir suspirar pelos cantos da vida, insatisfeita e lamentando minha falta de sorte, o que, na verdade, não sei nem se posso assim chamar.
É um fardo bastante pesado e que não consigo aliviar de meus ombros cansados, por mais que passem os dias e que eu me esforce muito para isso. O tempo avança por meus olhos, ávido e sedento por mudanças, porém eu continuo aqui, parada sem conseguir achar minha própria Paz. Aquela que você roubou quando decidiu sair e nunca mais voltar a entrar pela porta da minha alma.
A cada vez que, com muito e intenso esforço, consigo avanças e afugentar você dos meus pensamentos do dia, basta que a noite chegue, sorrateira e silenciosa, e eu adormeça, para que os seus fantasmas me atormentem onde até eu achava que me sentiria mais segura: os meus sonhos.
Não suporto me lembrar do seu rosto indiferente e duro a cada palavra que eu dizia e a cada lágrima que transbordava dos meus olhos. Lágrimas essas que até hoje me visitam quando a saudade insiste em se acomodar entre a alma e o coração.
Tenho vontade de gritar bem alto para ver se você acorda, dizendo que é suicídio viver assim, tomando doses homeopáticas de morte diluídas em uma xícara de café bem quente. É continuar a entregar a minha vida a alguém que não quer conduzi-la de nenhuma forma possível. É matar de desgosto a própria alma.
Minha varanda já sabe de cor todos os meus discursos melancólicos, minha xícara de café já decorou o som das minhas palavras assim como o vento também já sabe como enxugar minhas lágrimas. Tudo não passa de uma dor silenciosa e palpitante que acompanha meu caminhar incorporada a minha sombra de dia, de noite, em qualquer lugar.
Parece até que eu não tenho mais rumo quando ando pela rua. Meus passos sempre me levam a porta da sua casa, agora abandonada e vazia, e me vendo assim, sinto-me confortavelmente semelhante a ela. As nossas fotos continuam nos portarretratos, só que agora sujos e empilhados ao lado da lareira.
Me pergunto quando isso há de passar e trazer boas lembranças a minha mente e sorrisos felizes aos meus lábios...
Por enquanto, essas e muitas outras respostas eu ainda não descobri e anseio em saber quando eu irei me sentir em casa novamente.

segunda-feira, abril 27, 2015

Sinta-se bem com as novas mudanças...

Sinto saudades de casa, mas admito que já me desacostumei com o ambiente.

A casa continua do mesmo jeito que a deixei: a colcha ainda está dobrada sobre a cama, as flores ainda enfeitam a sala, a cortina ainda cobre a janela e a nossa foto ainda está pendurada na parede da escada.
Tudo milimetricamente arrumado como você gostava e tudo milimetricamente recordativo como eu gostava.
Só que nada mais fazia sentido de estar ali. 
As formas eram desconectadas e eu me sentia em um cenário que fora montado a pouco e que estava somente esperando os protagonistas entrarem para encenar a peça. 
Eu gostava dali, porém não me encaixava mais na arquitetura.
A poeira e o cheiro de mofo predominava, mas as lembranças ainda bailavam aos meus olhos enquanto olhava os cômodos da casa. 
Eu te via encostado no pé direito da sala, sorrindo, enquanto me observava viajar olhando fotos antigas. Eu ainda sentia o aroma do café forte que saía da sua xícara...
Porém, aquilo já não era mais nós e eu, não sei se feliz ou infelizmente, não sabia mais o que era.

Nada mudou naquela casa desde então, mas eu mudei. 
Você mudou.
Nós mudamos.
Juntos e separadamente.

Não sei você, mas eu não sei definir exatamente no que me tornei, porém posso lhe assegurar que estou e sou muito melhor do que era. Não que você se importe, é claro, porque eu sei que não se importa.

E de tudo isso, aprendi uma coisa: A vida nos devolve exatamente aquilo que precisamos. No momento certo, na hora certa. Tudo o que é para ir, vai. Tudo o que que para chegar, chega. E tudo o que é para ir e voltar, vai e volta. 
Não digo isso de orelhada, nem muito menos para conjecturar hipóteses.
Digo isso porque finalmente resolvi ler meu manual de instruções. Experimento, todos os dias, sensações novas que me mostram que posso ser muito melhor do que eu achava que era. 

quarta-feira, abril 22, 2015

Nem tudo são escolhas


Me perguntaram hoje à noite se estava tudo bem... Eu disse que sim, é claro. Mas, é claro também, que nada estava bem, e o pior: Eu não sabia o porque.
Estava com raiva de todos, desde a mosquito que pousou na mesa ao lado até o casal cochichando algo atrás de mim. Eu queria colocar a culpa em alguma doença qualquer ou sei lá, numa indisposição do dia mas não, nada soava convincente o suficiente. Simulei até uns espirros e tosses...
A justificativa seria a chuva que peguei no final de semana, porém essa desculpa seria tão estúpida quanto eu em dá-la. Então eu fui pra casa. Lá, com certeza, eu me sentiria melhor. Depois de um banho, uma roupa confortável e torradas, eu daria um up.

Como todos nós sabemos, planos são apenas planos e, às vezes, eles não saem como esperamos. Após todo esse ritual, estava eu, sentada na poltrona da sala à meia luz, quieta.

Abaixei a cabeça, fechei os olhos, apertei as têmporas e depois de relutar muito, admiti: Eu estava assim porque ainda sentia sua falta. E, sim, era um saco reconhecer isso.
Era por isso que meu humor oscilava em níveis absurdos durante o dia. Cheguei a pensar que tinha me acometido um transtorno bipolar, depressão ou sei lá...

Eu não conseguia entender o porque que, por mais que eu repetisse a mim mesma em forma de mantra todos os dias, que você não gostava mais de mim, não adiantava. Você ficava lá, bem quietinho, esperando uma brecha, uma resvalada minha e pronto, estragava os dias que eu me esforcei para te manter longe dos meus pensamentos. Se bobear você já estaria bem longe com sua nova família morando nos Alpes andinos e eu aqui, lamentando por não poder te ligar num dia chuvoso como hoje e passar horas no telefone te contando como meu dia está um saco.

Caminhei até a varanda e olhando a rua, pensei no que estaria ainda me prendendo a você.

Já não olhava suas redes sociais há meses, também não nos falávamos por nenhum outro meio comunicativo, há tempos não encontrava seus amigos nem sequer tinha noticias suas.

Então qual era a merda do motivo? 

A merda dos motivos eram as lembranças das coisas simples que vivemos, a minha insegurança de não achar alguém legal, de ficar sozinha pra sempre, de ter pressa e acabar me envolvendo com alguém e que me arrependesse depois, de me entregar de novo e levar outro tombo na escada da vida, etc.

O que mais me atordoava era me questionar se eu passava pela sua cabeça assim como você passava pela minha. Um ditado diz que quem sente falta, procura. A início eu achava correto e até assinava em baixo, mas depois, parava e pensava que, minha nossa, como eu sentia sua falta e nem por isso eu te procurava e com certeza não o faria. A maldita da esperança me soprava na mente, dizendo que do mesmo jeito que eu estou agindo, você poderia também estar e lá se iam as minhas forças, escorrendo pelo ralo do chuveiro junto com as minhas lágrimas.

Amigos vinham sempre com o mesmo clichê: Que eu ia achar alguém melhor, que não era isso que eu merecia, que você era muito imaturo e bla bla, mas eu não aceitava palavras consoladoras de ninguém, pois não era isso do que eu precisava. 
Eu precisava era, por mim mesma, reconhecer de que tudo não passava de perda de tempo e que eu necessitava sair desse ciclo vicioso o mais rápido possível antes que você aparecesse com uma namorada nova e acabasse de vez com a minha vida.

Voltei para a sala e sentei-me no sofá. Será que nada disso ia passar? Quase 1 ano se passou e só pioraram as coisas. Mas que bosta, o amor, hein...

Liguei a televisão e passava um seriado que eu nunca havia visto.

Uma amiga estava deitada no colo da outra e enquanto acariciava seus cabelos disse:
" Não seja tola, menina!
O amor não é nada disso... "

quarta-feira, março 25, 2015

Meu jeito nada-perfeito de amar


Me deixe entrar. Nem que seja só para uma xícara de chá quente à tarde ou mesmo para ficar de vez.
Prometo me adequar a sua vida bagunçada de dia de semana e te observar despertar aos finais de semana, pois essa é a minha maneira mais sincera de dizer que te quero por perto.

Me deixa dizer que você é linda e não é só porque quero transar mais tarde, mas sim porque agradeço à Deus por ter cruzado teu caminho e ter tido sabedoria para não te deixar dobrar a primeira esquina da vida e te ver escapar de mim.

Cicatrizarei todas as suas feridas pois, se você olhar bem de pertinho, elas se encaixam perfeitamente às minhas como Matching Tattoos.
Tudo o que tenho, é pouco, eu sei, e pode nem chegar perto do que você quer ou acha que merece, mas, mesmo assim, molhado de chuva e perdido na vida, peço abrigo debaixo do seu humor ácido e de seu pescoço desnudo.

Me mostra seu rosto de quem acabou de acordar, seu cabelo úmido pela chuva e seus olhos marejados pela dor. Mostre-me tudo aquilo que você jamais mostrou à ninguém seja por achar que sua vida não diz respeito aos outros ou pelo medo de ser julgada. Talvez assim você aprenda a mostrar ao mundo aquela pessoa que é quando estamos à sós e que aquela menina tímida e observadora pode ser uma mulher incrivelmente madura, persuasiva e de olhos obliquamente expressivos.

Permita-me levá-la ao restaurante mais caro da cidade e presenteá-la, além do bom vinho de safra antiga, com um par de brincos que me custaram mais do que um ano de trabalho e que, por sinal, você nunca irá usá-los. Mas também permita-me puxá-la pela mão e sair de lá correndo para apreciar o céu estrelado do nosso lugar preferido-e-escondido-do-mundo, porque sei que é disso que você gosta: De ter a cabeça nas nuvens mas nunca tirar os pés do chão.

E, se, mesmo depois de tudo, você me achar um grande erro, prometo, mais uma vez, ser o melhor erro que você já cometeu.

terça-feira, março 17, 2015


Sempre abri mão de mim pelas pessoas que amava, pois as achava valiosas.
E não que elas não fossem, sabe, mas eu acabava trocando a minha vida pela delas e, no final, quem era por mim?
Isso mesmo! Ninguém.

Eu tropeçava várias vezes, caía o dobro e tudo o que eu queria era uma mão estendida para me levantar e me dizer que iria ficar tudo bem, mesmo que eu já soubesse que não. E como a minha vida não era diferente, tudo isso aconteceu com você.
Quando eu mais precisei de ajuda, de que me dissesse que iria ficar tudo bem, mesmo que você não soubesse como, minhas expectativas falharam. Eu tive que arrumar forças e me levantar não importando quantas feridas abertas ou mal cicatrizadas eu tinha e nem se essa queda havia doído mais do que as outras. Aí eu entendi que não importava se eu estivesse sozinha ou com medo, você sempre se colocaria em primeiro lugar.

Por isso, essa decisão não foi tão difícil quanto eu imaginava que seria, pois eu tinha mais motivos do que achei que precisaria.

Pois então, meu bem, eu vou embora.

Vou embora não para que você sinta minha falta e me implore para voltar ou para que você se empenhe nos próximos meses fazendo sua vida parecer melhor que a minha.
Vou embora porque não é o meu carma dar murro em ponta de faca, muito menos me humilhar como uma menina sem maturidade.
Vou embora porque é o melhor que eu ainda posso fazer por mim.

terça-feira, março 10, 2015

Às vezes, nada é tão bom quanto um certo adeus


É estranho como eu senti nojo de você naquele dia, nojo da pessoa que você havia se tornado.

Com certeza você não era mais aquele pelo qual eu havia me apaixonado, não mesmo. Ou então na melhor das hipóteses, aquele sim era o seu verdadeiro eu, só que camuflado o tempo todo em que esteve comigo e que agora, cansado de ocultar-se, gritava por liberdade.
Tudo em você havia mudado para pior e o mais engraçado é que eu me pergunto o tempo todo como eu não havia percebido. Era possível eu ter enfrentado tudo e todos por alguém completamente insano e até tentado provar e convencer a mim mesma de que valia a pena?

Quanto mais o tempo passava mais de você ele levava e mais eu te assistia mudar e confirmar a mim mesma que ir embora foi a melhor decisão que eu pude tomar.
Eu não poderia ter ficado, jamais, porque senão onde eu estaria agora?
Não, você nunca entenderá isso, mas eu precisava ir por nós e, talvez, no fundo, bem lá no fundo, por mim.

Quem sabe eu já não havia percebido e só não queria aceitar?
Não que eu me ache superior ou algo do tipo, não mesmo. É só que nós nunca nos pertencemos de nenhuma maneira e agora isso fica bem óbvio. Só não sei se fica para você tanto quanto fica para mim.

Admito que foi triste. Testemunhas me dizem que nunca me viram tão mal e que temeram pela minha vida. Elas sim sabiam o quanto era errado, menos eu.

Me orgulho imensamente por não estar mais ao seu lado. Não gostaria de dividir hoje a minha vida com você e foi ótimo eu ter ido embora antes que tudo piorasse mais do que já estava.
Eram muitos sentimentos infundados, dores que eu jamais senti por ninguém. Era aprisionador.
Aquilo não era amor e jamais poderia ser, de nenhuma forma.

sábado, fevereiro 28, 2015

O que você realmente merece?


Tudo começou por causa de uma foto mas o verdadeiro motivo não foi só a foto e é sobre isso que será o texto de hoje.

Muito tempo se passou e eu continuei sofrendo por você ter decidido se mandar. Mas quando eu digo se mandar, eu digo desaparecer mesmo, feito fumaça no céu: em um minuto está ali e no minuto seguinte - puf - sumiu. Se não fossem as fotos, eu poderia jurar que era tudo uma grande ilusão da minha cabeça e me internar no manicômio mais próximo da minha casa.

É claro que não doía na mesma intensidade de antes, até porque o tempo leva um pouco as coisas mas não traz amnésia.
Não vou ser hipócrita também em dizer que tentava não te esquecer. As lembranças vinham em minha cabeça e ao invés de afugentá-las, como era de se esperar, não, ficava lá, feito uma masoquista insana curtindo a dor que ela me causava.
Isso me prendeu por muito tempo, 1 ano para ser mais exata. Agora, uma pergunta bem simples: você sabe quanto tempo tem um ano?
Claro que sabe, mas com certeza esse mesmo ano para você e para mim não possui o mesmo significado, isso eu posso te assegurar.

Um certo dia eu cansei dessa palhaçada toda disse: "Vou parar de procurar por ele!"
E parei mesmo. Foi um boom. Parei de checar suas redes sociais e a dos seus amigos pra ver se você aparecia, exclui todas as mensagens que trocamos (sim, eu ainda as guardava), maloquei bem no fundo do armário os presentes e guardei as fotos em uma pasta escondida, mas me responda, do que adianta eu te esconder da minha visão se toda hora você perturbava minha mente de um jeito diferente e agoniante?
E mesmo fazendo tudo isso eu ainda sofria.
Lá no fundo do meu coração eu já sabia, era tudo fogo de palha, então resolvi aceitar. Eu não servia nem pra te esquecer.

Eu vivia minha vida normalmente mas você sempre estava lá me fazendo me sentir mal e triste. Talvez seja porque fui eu quem levou o pé na bunda, sendo bem franca. Se fosse o contrário, como é com você, duvido que isso te magoasse tanto quanto me magoou.

Eu me sentia cansada de tudo. Das pessoas, dos meus afazeres, da vida. Eu andava pelos cantos com uma nuvem negra que sempre chovia em mim. E isso refletia no que as pessoas viam: uma pessoa cinza o tempo todo. Nada tinha sentido. Eu era uma pessoa vivendo no automático. Rindo, conversando, andando, vivendo em modo Auto. Conforme as coisas foram mudando e o tempo passando eu me esforçava ainda mais pra deixar isso pra lá mas não conseguia me entregar por inteiro. Sempre que eu estava quase lá eu desistia.

Até que eu vi uma foto que me irritou bastante e me fez agir como uma louca. Você estava tranquilo e feliz e eu exatamente o contrário disso.
Eu pirei. Senti uma raiva incontrolável explodir dentro de mim e fiquei cega de ódio. Quase quebrei minha casa toda. A sala ficou irreconhecível. Se alguém chegasse naquele exato momento poderia achar que o cage* do MMA teria se instalado bem no meio da minha sala.
Depois desse surto psicótico eu caí em um canto e comecei a chorar.

O que era aquilo? Por que eu havia reagido daquela forma e me sentindo assim? O que eu estava fazendo comigo?

Você me fez sentir como se eu fosse a louca da história e que por minha causa tudo tinha fracassado entre nós. Era tudo minha culpa. Só minha.
Eu pensava isso todos os dias e o pior, me arrependia, me culpava e me flagelava. Minha mente insistia em me lembrar tudo o que passei com você e como eu éramos felizes. Eu afirmava para mim mesma que eu te conhecia de todo e que você jamais faria nada para me machucar. Você era diferente! Eu precisava me convencer disso todos os dias.

Eu havia desistido de viver o "eu" para viver o "nós" e quando você se foi eu vivi o que? O vazio.
Era nisso que você havia me transformado, em nada. Em nada pra mim, em nada para os outros.
Mas eu não poderia admitir isso de novo. Não.
Quem era você para me fazer sentir desse jeito e quem era eu para deixar isso acontecer?
Eu poderia chamar de amor alguém que me faz perder minha sanidade mental e me fazer escolher entre minha vida e a sua?

Não. Nunca.

Até que eu gritei em prantos: "Eu não mereço isso!"

Foi aí que eu comecei a pensar. Eu me encontrava destruída por uma coisa tão pequena, por alguém tão pequeno, por algo completamente estúpido. Eu não mereço alguém que não esteja disposto a abrir mão da própria individualidade em prol de sustentar um relacionamento que seja bom para os dois. O problema sempre era comigo. A minha família, a minha vida, a minha religião, o meu jeito, era isso que te irritava.
Ao invés de procurar um jeito de nos ajudar você simplesmente disse que cada um viva com seus próprios problemas e siga seu caminho. Você não estava nem um pouco se importando comigo ou se eu precisava de ajuda e eu demorei bastante tempo pra descobrir o que você realmente queria.
Eu não mereço alguém que me faça duvidar se eu fiz a escolha certa, se vai valer realmente a pena todo o sacrifício que eu fiz sabendo que existe uma grande possibilidade de obter o não como primeira resposta.
Eu mereço muito mais do que alguém que não precise de mim. Eu não mereço o "bom" nem muito menos o "bom o suficiente".  Eu não mereço continuar com alguém que me acha um erro.
Eu mereço mais, muito mais.

Eu me mereço!

Mereço a minha risada, a minha vida, a minha felicidade antes da felicidade de todo mundo. Não tem nada que pague quando eu me deito no travesseiro e durmo tranquila sem precisar me preocupar com meus olhos inchados pela manhã por ter chorado na noite interior.
Eu não mereço toda dor que você despertou em mim.
Agora sim eu havia tomado a decisão certa e dessa vez eu não tinha dúvida.
Isso me impulsionou a ser quem eu queria a tempos e, com certeza, você não é o tipo de cara que eu mereço. Não mais.

*Cage - Como é chamado o ringue no MMA.


sábado, novembro 22, 2014

Meus dias chuvosos


Hoje o dia amanheceu nublado pra mim.
O café amargo e a rua gelada me receberam com um "Bom dia!" não muito caloroso e me senti triste por isso. Dias frios ocupam a minha mente de você, sua voz não me sai dos ouvidos sussurrando sua risada e o vislumbre de seus olhos amendoados não em trazem nenhum tipo de tranquilidade como costumavam fazer.
Ruborizo ao lembrar da sua forma de me olhar e dizer como eu estava linda emburrada  e me acinzento quando percebo que me permiti voltar em você.
Não é só lá fora que chove, pois toda terça à tarde chove em mim também.
Sorte que tenho um guarda-chuva sempre a mão mas admito que não é toda vez que ele funciona e me mantém protegida dessa enxurrada de recordações sobre minha cabeça.
Não tenho sorrido a tempos e minhas idas ao bar toda sexta às 22h não me rende muitos avanços.
Admitir isso para mim é um retrocesso mas eu gostava mais de mim quando eu estava com você.
A música fluía sob os meus pés e eu rompia a bailar pela sala com você como se aquela noite fosse meu último dia e, meu bem, foi.

sexta-feira, novembro 21, 2014

Lately I...


Eu perdi o jeito, a bossa de escrever desde que você decidiu sair pela porta e não voltar mais.
Parece que enquanto eu te via fazer a mala, entre uma roupa e outra você foi ali levando minhas palavras, por debaixo dos panos.
O portal me servia de suporte, para o meu corpo não despencar no chão. E eu inerte, parada, estática fiquei.
As palavras me faltaram a boca para implorar-lhe para ficar e ações me faltaram aos músculos para impedir que você irrompesse pela porta.
E quando você me deu uma última olhada por cima do ombro antes de fechar a porta, ali, minha alma saiu do corpo e nunca mais voltou.
As cadeiras da casa estão sempre vazias, a cama sempre gelada e o lixo sempre para ser posto pra fora e eu sempre vagando entre os móveis.
Só quero que você saiba que levou tudo o que eu tinha de melhor, tudo aquilo que você me ajudou a construir pedacinho por pedacinho se foi e não restou nada. Absolutamente nada.
Quando sento naquela escrivaninha perto da janela da sala, pego o lápis para ver se consigo tirar esse sentimento preso de dentro de mim, acabo sempre por deixar minhas palavras escaparem pelos olhos.
Só assim, consigo sentir você um pouco mais perto de mim, nem que seja necessário reabrir minhas feridas já cicatrizadas e inflama-las de novo.
Eu não me reconheço mais. Me olho no espelho todos os dias e não vejo refletido nele o que eu via a 4 meses atrás. Não consigo achar aquela menina com o brilho nos olhos que você tanto gostava. No lugar dela só tem uma garota pálida, de olhos marejados e roupas cinzas que caminha sem direção em volta do parque da cidade.
Eu me perdi. Não sei se tem mais volta, meu bem, pois duvido que até você possa me devolver o colorido da vida. Me fui não sei para onde e também não sei voltar, pois eu perdi única pessoa que acreditava em mim:
Você!

terça-feira, novembro 11, 2014


Eu tinha medo de mostrar minhas cicatrizes até que um dia você veio com esse jeito manso de ser, beijou-as e riu.
" São as cicatrizes mais lindas que já vi. Tenho certeza que sem elas você jamais seria essa garota linda que é e também não seria a garota por quem eu me apaixono todos os dias. "

Nightmare



Se eu pedisse pra você me esperar por mais alguns dias você esperaria?
Se eu pedisse pra você um pouco mais de tempo pra arrumar essa bagunça que eu me tornei, o que você diria?
Não quero te aprisionar, longe disso.
É que passou um vento doido aqui, levou toda a minha sanidade e só deixou confusão.
Te prometo que estou tentando arrumar a casa pra você voltar só que tenho medo de você não se agradar mais da decoração que fiz.
Tenho medo que seu riso frouxo não contamine mais meus dias cinzas e que sua alma leve não me leve pra passear em um dia se sol me dizendo: " Como é bom ter você por aqui. "
Nunca,jamais, desconfie do meu amor por você!
Sei que às vezes ele parece oscilante como as ondas do mar, às vezes de mais, às vezes de menos, mas, por favor, entenda, esse é o meu jeito de dizer: " Também é bom ter você por aqui. "
Me perdoe pela vida vazia, pelo beijo negado e pelo adeus precipitado.
Agora eu sei que as dores do corpo são infinitamente menores do que as dores da alma.

quarta-feira, agosto 13, 2014

Você pode enxergar o meu brilho?


O medo é um dos piores inimigos que podemos ter, senão o pior. Ter medo não é o problema, o problema é sustentá-lo.
Guardo alguns medos dentro de mim e não sei porque eles resolvem vir à tona de uma hora pra outra.
Era um sábado, ensolarado e quente, podia sentir o calor na minha pele, as nuvens esparsas davam ao céu formas diferentes e eu ficava tentando achar alguma imagem conhecida nelas e um único pensamento me ocorreu: " Porque eu tenho tanto medo? "
Não medo de animais ou de altura, mas medo de arriscar. Será que seguir tanto as regras me fez ficar com medo de tentar algumas vezes mesmo que a situação saia de controle?
Tenho medo de não ser feliz e até agora não achei nada de me faça sentir felicidade duradoura.
Túlio Dek já dizia em uma de suas músicas: " Na vida tudo passa , não importa o que "tu" faça. O que te fazia rir hoje já não tem mais graça. " e tem sido assim. Exatamente assim.
O medo de não ser boa o suficiente para ninguém me aprisiona, me enjaula e me cega.
Pode ser a manifestação de minha baixa auto-estima? Não só pode, como é. Tenho consciência disso, mas mesmo tendo consciência não consigo achar uma resposta.
Não quero passar toda a minha vida depositando minhas esperanças em coisas não duradouras. Prefiro não investir o meu tempo, me dedicar para, quando chegar lá na frente, ver tudo o que eu me esforcei para construir ir embora numa simples conversa de Segunda à noite e estragar o resto da minha semana e os meus próximos meses até o fim do ano.
Me recuperar rápido das coisas nunca foi o meu forte e acredito que nunca vai ser.
Não pense que sou contra o "Good Times" !
Se divertir é uma boa, não se preocupar com o amanhã, então, nem se fale...
A sensação de ser livre é a melhor coisa que existe! É de onde você realmente tira proveito de seus melhores dias, do melhor de você, mas chega uma hora que você apenas se cansa dessa diversão toda e é aí que você começa a se deparar com os seus maiores medos.
Aqueles que você resolver ignorar e não resolver porque era jovem demais e tudo era questão de tempo até passar.
As perguntas vêm em minha cabeça e eu me enraiveço por não ter justificativas para respondê-las. O medo me diz que tudo fica por conta dele e eu volto para minha joninha de conforto medíocre.
Ele insiste em me dizer que não é o momento certo, mas e, se, nunca, for o momento certo?
Eu nunca vou saber até que ele me deixe ser quem eu sou.




sexta-feira, agosto 08, 2014


Parabéns, você conseguiu o que queria: Me tirar completamente da sua vida.

Acho que você seria digno de algum tipo de premiação por ser o cara mais escroto da face da Terra.
Você conseguiu despertar em mim o sentimento que eu estive lutando para poder segurar e não ter contra você, pois eu jurava que jamais seria capaz de te odiar.

Comprovar que você é extremamente pior do que aqueles que passaram pela minha vida me faz perder a fé no amor e, além de tudo, em mim mesma. Deve ser o Carma do dedo podre ou algo do tipo, pois me decepcionar toda vez que eu respiro e tenho cabeça para continuar não é uma das coisas mais inspirantes.
Não, não existe isso de: " Ah, mas ele é diferente dos outros. Ele não faz isso e blah, blah "..
Isso é história de filmes de amor, que não passam de pura ficção. Se os roteiristas fizessem filmes de romance como fazem os filmes de terror - baseado em fatos reais -  teriam muito mais meninas " pés no chão " do que existem por aí.

A única pessoa que tem que ser diferente sou eu. Preciso deixar de confiar mais na bondade dos outros e parar de subestimá-las também, pois todo mundo é capaz de tudo e eu me sinto a mais idiota de todas por poder ter confiado um você uma única vez.
Se pudesse fazer um pedido, eu pediria para retornar para aqueles tempos em que eu nem sequer te conhecia, especialmente, naquele dia que você fazia parte dos objetos da sala e que se, fosse roubado, com certeza, eu não sentiria a menor falta porque nunca havia notado sua presença.
Ah, como eu era feliz!

Eu não sabia como tudo ia mudar, mas sei que a vida é assim mesmo pois nós só damos valor ao que temos depois que perdemos e eu já perdi minha Paz interior faz tempo.

Querido, você dizer que se importa comigo realmente não vai me convencer, porque eu não acredito em você. Não consigo acreditar. Se você quiser tentar, vai precisar de mais do que palavras para tentar me convencer e, se desistir, também não será novidade para mim.

Preciso dar um ponto final nessa história. Eu realmente preciso. Não posso viver minha vida em função de quem não liga se eu estiver viva ou morta.
Você não mereceu e nem nunca vai merecer nada de mim, nem mesmo as minhas lágrimas, nem mesmo a minha pena.

Só merece esse texto porque eu estou com raiva demais para ser politicamente correta.

quinta-feira, agosto 07, 2014

What hurts the most?


–  Pare, Luna. Você está parecendo uma criança birrenta.

–  Eu não pareço uma criança birrenta, eu sou uma criança birrenta!!  E mesmo com esse meu jeito, estou parecendo muito mais madura que você.
–  Nossa, que esperto de se dizer...
–  Olha, que saber, não fui eu que comecei com isso, ok? Foi você que quis assim e eu já não posso fazer mais nada.
–  Não jogue toda a culpa para cima de mim! Você sabe muito bem que teve uma parcela nesse todo.
–  Eu? você está louco! Suas atitudes, suas escolhas, suas consequências.
–  Chega, eu não fico aqui nem mais um minuto com você.
–  Isso, vai embora mesmo. Assim você prova mais uma vez que a melhor coisa que você já me fez foi ter ido embora da minha vida de vez. Eu não conseguiria suportar mais nenhum dia da minha vida com você, Miguel. O meu maior erro foi ter pensado que, um dia, nós poderíamos dar certo, mas graças a Deus eu vi a tempo o tipo de pessoa que você era.... Eu jamais seria feliz ao seu lado, jamais!

Ele me olhou sério, bateu a porta, foi embora e eu sabia que o tinha magoado.
Tinha o magoado, pois ele não havia nem chegado perto de ser uma das minhas piores escolhas e ele não sabia disso.
Seria bem melhor se ele tivesse sido, pois teria forças o suficiente para odiá-lo e isso, com certeza, é uma coisa que não consigo fazer.

sábado, agosto 02, 2014

She's lost inside...


As coisas não tem estado fáceis por aqui.

São muitas mudanças que não estavam previstas em pouco tempo e adaptar-se a elas tem sido a parte mais árdua.
Eu sinto quase como se não pudesse aguentar tudo o que está acontecendo comigo, pois me esmaga por dentro e me deixa sem apoio.

Eu me sinto decepcionada comigo mesma e com tudo e o mais confuso é que eu não faço a mínima ideia de onde todas essas perguntas vem.
Em 1 minuto me sinto confortável e animada, mas os pensamentos que gritam dentro de minha cabeça tem me feito perguntar o porquê de muitas coisas me trazendo para baixo já no minuto seguinte.
Não imaginei que crescer demandasse tanta responsabilidade que com certeza eu não estou pronta pra enfrentar sozinha. Às vezes penso que vou enlouquecer pois cada novo questionamento acaba me fazendo cogitar certas possibilidades que não existem e a minha vida entra em conflito de novo.
Gritar e chorar não vão fazer os problemas ir embora, porém também não em trazem a sensação de alívio esperado. Fica tudo preso dentro de mim e eu não consigo arrumar um jeito de expelir todas essas sensações desesperadoras.

Acreditei que tinha achado o apoio " a mais " que procurava, mas não, ele se desconstruiu no instante em que eu coloquei minha última carta lá no topo. E, foi assim, rápido e de repente, tudo veio abaixo e me pegou de surpresa.
Eu não tenho forças pra recomeçar. Eu queria ter, mas não tenho.

Os dias tem estado ensolarados, do jeito que eu gosto, porém eles não tem me feito sentir em casa como costumava ser e tentar ver o lado colorido da vida não funciona, principalmente, quando o preto-e-branco insiste em dominar.
Nunca havia me sentido tão perdida como estou agora.

É difícil tomar certas decisões e lidar com as consequências que acarretam, sejam elas boas ou ruins.


quinta-feira, julho 31, 2014

Terrified Eyes



Naqueles olhos ela guardava sua ambição, seus medos e seus maiores segredos.

Eram olhos calados e precisos. Atentos a tudo mais do que era necessário, às vezes.

Ah, se alguém parasse um minuto sequer para desvendá-los! Iriam conhecer um mundo jamais visitado.

Um mundo que ela jamais teria coragem de contar para alguém numa noite fria, mesmo que estivesse carente de toda a atenção do mundo, pois ela era assim, perdida no seu próprio mundo e achava que nunca valeria a pena ser descoberta.

sábado, julho 26, 2014

Presentes da Vida

"Ele me disse hoje de manhã que não poderia seguir adiante.
Ele acha que não me ama - e virei os olhos.
Eu não acreditava mesmo que isso fosse possível.
Achava que a única razão para Dexter desistir do casamento fosse a minha indiferença.
O distanciamento que acontece quando você se apaixona por outra pessoa."


Emily Giffin - Presentes da Vida