domingo, abril 22, 2012

Momento de Desabafo


A vida faz coisas que nós contestamos sempre, porém nunca sabemos o que nos espera a diante.
Sempre reclamamos do que nos acontece e a única pergunta que fazemos é "Por quê?"
Eu me fazia muito essa pergunta. Por quê isso, por quê aquilo...
Parece que sempre tudo da errado, não é a minha vez, parece que a vida gosta de me ver sofrer e outras coisas mais mas só agora que eu percebi que para ter a felicidade que estou tendo foi preciso passar por muitas dificuldades como se fosse uma preparação para a fase que eu vivo.
Eu nesse momento posso dizer que valeu a pena esperar por tudo.  E sou muito grata a você por abrir meus olhos e me fazer enxergar além de nós dois, pois como você mesmo disse, eu tinha que viver a minha vida. E ela parece melhor do que quando eu insistia com você.
Só me 
arrependo de uma coisa: não ter pensado mais em mim antes, não ter me importado com o que todos haviam me dito quando você fez questão de partir meu coraçãoPra quem achava que nunca iria se recuperar, aqui estou eu, firme e forte. De pé. E o mais importante: FelizTodas as nossas desavenças foram maiores do que nossa própria amizade. Eu já deveria saber desde o início que ela não resistiria com o tempo, mas como sempre, eu resolvia dar mais uma chance de manter e acertar talvez, porém não foi o suficiente. Não poderia remar sozinha, sem a sua ajuda, sabe? Para que há uns meses atrás era o meu melhor amigo e amor, hoje já não liga mais para como a gente está. Parece que as coisas mudaram com a nossa distância e pensando bem é melhor assim. Você aí e eu aqui. Tá funcionando, não é? Então em time que ganha não se mexe.

sexta-feira, abril 13, 2012

Esse foi um texto que eu rebloguei lá no meu tumblr e eu o achei tão lindo que trouxe pra compartilhar aqui com vocês... Espero que gostem!!

- Eu quero tempo. Quero pensar. - A voz dele deixara um silêncio ensurdecedor.
- Mas… Tá, não vou discutir sobre. - Ela suspirava alto do outro lado da linha. 
O silêncio os estava matando.
- Ei. - A voz dele estava rouca, não sabia disfarçar sua doce voz de choro.
- O que foi? - Que pena. Ela sabia tanto fingir, disfarçar. A voz é o jeito. Parecia estar bem. Pena. Só parecia.
- Por que você tá chorando? - Ele forçou um riso de deboche.
- Você já disse que não quer ouvir. - Suspirou.
- Tá. Boa noite. - Ele disse alto, num tom irritado.
- Não, não, não! Ah! - Quase berrou ao celular. Por alguns segundos desejou que ele não a tivesse ouvido. Tarde demais.
- Não o que? - Forçou o riso novamente.
- Nada. Já disse, você não quer ouvir. Mas que fique claro que e…
- É. Não quero ouvir. - Ele a interrompeu. 
Estava se sentindo menor do que já era. E o medo lhe fez sentir arrepios. Como odiava isso. Ah! Mas não conseguia ficar quieta. Queria gritar, fugir, sumir, quem sabe.
- Porcaria. - Ela deu um pequeno grito, agudo, falhado. De dor.
- O que você fez? - O medo lhe pegara de surpresa, e saiu forte no tom de sua voz. Sentia medo de perde-la…
- Nada. Ai! - Disfarçou.
- Fala logo, que merda. - Irritou-se.
- Nada, que saco! Só machuquei a mão.
- Como?
- Bati na parede… Ai, sou idiota.
- Jura?
- O que?
- Que você é idiota. - Ele disse em tom de ironia.
- Morre? Obrigada. - Disse, enquanto encolhia-se um pouco mais na cama.
- Quer mesmo isso?
- Não.
- Tá. Boa noite. Se cuida, tá? Vive sua vida ai, feliz, sem mim. Mas se cuida, por favor…
- Não. O plano não era esse, era pr…
- Boa noite. - Ele a interrompeu mais uma vez.
- Não.
- Se cuida.
- Cuida de mim. - Ela não havia conseguido disfarçar a voz de choro.
- Acho que você já não precisa mais que eu faça isso.
- O plano não era esse, lembra? O nosso plano. Era pra gente ficar bem, ficar juntos…
- Era né?
- Queria que ainda fosse.
- Nem tudo que a gente quer, a gente tem, né? - Mais um riso forçado.
- Quando você quer, acho que você deve lutar pra ter, né? - Ela começara a soluçar. Já não conseguia mais controlar, muito menos disfarçar o choro.
- É… - Não havia mais o que dizer.
- Posso falar mais uma coisa? Uma última, só. - A insegurança e o medo reinavam sobre o tom de voz dela.
- Pode… - Ele suspirou.
- Para. Para e pensa, tá? Pensa em tudo que a gente já falou, as risadas e os sorrisos, até mesmo as lágrimas. Aquelas mesmas lágrimas de quando você me pediu em namoro, e até daquelas lágrimas das vezes que brigamos. Pensa em tudo que a gente já fez, e já imaginou. Pensa na gente. Eu não quero que isso acabe. Não quero que “a gente” acabe. Não quero um final, sabe? Nem feliz, muito menos triste. Eu quero a gente. Mas… desculpa, tá? Por fazer mais bagunça ainda na sua vida, por não conseguir arrumá-la. Desculpa por ser toda bagunçada. Eu amo você, tá? Que fique claro. Mesmo que você não acredite, eu só estou te dizendo a verdade…
Ela parou. Podia ouvir os suspiros dele, misturados com soluços. Ele havia desabado.
Ela queria ele. Vice-versa. E mesmo com todo o orgulho dele, ela insistia. Estava conseguindo até, em partes.
- Eu acho que você devia d…
- Shiu… Não diz nada. Não agora. Só pensa em tudo o que eu falei… - Era a vez dela o interromper.
- Eu tô pensando.
Ela ficou em silêncio. Havia conseguido deixa-lo quieto, pensativo. E o fez, real e literalmente, pensar em tudo que ela havia lhe dito.
- Tô pensando se vale a pena mesmo… - As palavras dele cortavam mais do que facas.
Os olhos dela, já vermelhos, encheram-se de água novamente. Doíam. Só não mais do que dentro de si…
O silêncio surgira novamente. O Silêncio mais ensurdecedor de todos.
- Pensou? - O medo na voz dela era eminente.
- Sei lá. Como eu disse antes, preciso de tempo. - Sua voz falhava a cada lágrima que insistia em cair.
O celular de ambos já estava encharcado.
- Eu não me importo. - Ela suspirou alto.
- Não se importa? - O medo surgira sem querer na voz dele.
- Não me importo de esperar você. Já fiz isso uma vez, lembra? Quando tudo começou… Não me importo de fazer de novo. Afinal… É por você né? Vale a pena.
O choro dele agora era incontrolável. Sentia medo de perde-la. De perder-se em si. Mas…
- Um dia você acha coisa melhor.
- A única coisa melhor que você, seria você aqui comigo.
Suspiraram.
- Acho que a gente aind…
- Shiu. Continua ai, aqui, só. Pensando se vale mesmo a pena. - Mais lágrimas.
- Você acabou de fazer valer. (…)

“O final a gente deixa pra depois.” - Cartas da madrugada. Cass.  (viaineedyoursmiletoday)

sexta-feira, abril 06, 2012


Sim, eu continuo aqui na tola esperança de você me mandar um sms, me ligar, me escrever, ou até fazer um sinal de fumaça para me dizer que eu não estou sozinha nessa, que as noites cujas sonho com você não são uma delirante e massiva perda de tempo, que eu não estou mais uma vez me apaixonando por um cara que não me retribui...
É exaustivo precisar tanto de você. Me sinto como seu fosse explodir a qualquer momento, que largaria tudo e sairia correndo pelas ruas afora só para te encontrar e te dizer o quanto te amo. É tão intenso que chega a ser obssessivo e nós dois sabemos o quão prejudicial isso é. 
Eu tento não pensar tanto em você, tento não sentir sua falta e fingir que não me importo se te vejo ou não, mas somente minha mente e meu corpo sabem o quanto sufocante isso é.
Tenho medo de te perder por te prender demais mas saiba que te amo, te amo e isso é o que importa.